sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

ACESSANDO MEMÓRIAS LONGAS - SERÁ POSSÍVEL?

São exatamente 04 horas e 34 minutos. O dia não é tão relevante, visto o retardo que ocorre na publicação destas matérias. Isto logicamente, se conseguirmos ver o quadro completo, como ocorre em um filme, por exemplo. 


A psicologia cognitiva estuda a cognição, ou seja: os processos mentais que estão por detrás do comportamento humano. É uma das disciplinas da ciência mais complexa na atualidade, a cognitiva. Esta área de investigação cobre diversos domínios, examinando questões sobre a memória, atenção, percepção, representação de conhecimento, raciocínio, criatividade e  a capacidade para resolução de problemas, desde os mais simples aos mais complexos, o que cientificamente, determinamos como QI

Pode-se definir cognição como a capacidade para armazenar, transformar e aplicar o conhecimento, sendo um amplo leque estendido aos processos mentais, que estão relacionados diretamente com a forma com a qual, nos comportamos e aprendemos.

Tem sido difícil dormir nos último dias. Aumentei a dose do NZT em 10% e isto me levou a noites mais curtas e alta atividade cerebral. Aos poucos, estou conseguindo acessar as memórias LONGAS com muito mais facilidade. Até o dia de hoje, pensava que nossa capacidade de armazenamento da informação fosse limitada, e que nosso cérebro seria capaz de se adequar ao longo dos anos, realizando limpezas programadas, por exemplo: quando você assiste a um filme, o processo lógico, seria você absorver o conhecimento aplicado, as partes principais como se fosse um resumo do filme, descartando todo o resto. Mas parece que não é exatamente isto que acontece. Acredito que de alguma forma, ainda podemos acessar e rever o filme de uma forma completa.

Como a atividade cerebral à noite é mais intensa, estou tento sonhos constantes, mesmo em estado de repouso absoluto. Nesta noite por exemplo, praticamente revi um sorteio que ocorreu no estado da Bahia, apresentado por Miguel Falabella, no qual também vi o Mussum dos trapalhões. Era nitidamente uma memória longa, pois não parecia ser um sonho, era realmente como se estivesse assistindo a um programa daquela época, em uma televisão ainda monocromáticas, sentado em um sofá na sala da casa de meus avós, na cidade em que nasci. Não posso validar esta informação, e também não sei se Miguel Falabella algum dia já realizou qualquer sorteio que seja na Bahia. Mas isto não é exatamente relevante, pois era como se eu estivesse voltado no tempo. Ele estava bem mais jovem, e realmente tudo estava diferente, inclusive as imagens eram quase em preto e branco, e disto eu tenho absoluta certeza. Como também consigo ver claramente hoje, o real motivo pelo qual o Zacarias morreu. Ele certamente era homossexual e talvez por este motivo, era portador do HIV. Então, uma coisa se leva a outra, mesmo toda a imprensa escondendo isto dos brasileiros.



Infelizmente, não consigo validar se o Mussum algum dia participou de algum sorteio juntamente com o Miguel Falabella, pois acredito que naquela época ainda não tinha Facebook, WhatsApp ou se quer, Internet. Mas quem sabe um dia, alguém consiga verificar esta informação.

Bom, hoje já é dia 09 de Dezembro de 2015. Alguns dias mais tarde. Como não consigo me desligar, ainda procuro verificar tais informações. Mesmo que não me lembre exatamente do que acessei em minhas memórias, me lembro nitidamente que estava assistindo TV, ainda era preto e branco, por volta de 1990. Tinha 14 anos nesta época. Ou poderia ser dois, ou três anos antes. Sei que o Vídeo Show estreou no dia 20 de Março de 1983 e que o Mussum faleceu em 1994. Então é sim, bem provável que ela em algum momento, possa ter participado de algum sorteio, o que me pareceu ser na Bahia, tinha muita gente e parecia que estava vendo algo de Salvador na Bahia. Ou o vídeo show nesta época, estar passando alguma matéria, reprisando algum evento no qual Mussum, havia participado. O mais estranho, é que não tinha nada naquela noite que me levaria a este evento em especial, muito menos, eu sabia em que ano o Mussum tinha falecido. Mas até este momento, é sim plausível, que tenha acessado uma memória em meu cérebro de quando eu tinha entre 10 e 14 anos, possivelmente.

Vamos tentar entender, a maneira como nosso cérebro armazena, mantém e acessa a memória que é um processo fascinante, sem dúvida alguma. Apenas recentemente é que neurocientistas e pesquisadores acadêmicos começaram a realmente entender como esse processo complicado funciona. As informações que chegam até nós são processadas de três formas primárias. Vejamos:

Memória Sensorial 

A memória sensorial é usada para descrever nossa habilidade de reter impressões de informações que chegam através dos nossos cinco sentidos. Uma memória sensorial pode existir durante anos, a sua lembrança, proveniente de qualquer um desses canais sensoriais:
  • Memória visual - Relativo a visão
  • Memória auditiva - Relativo a audição
  • Memória tátil - Relativo ao tato
  • Memória olfativa - Relativo ao olfato
  • Memória gustativa - Relativo ao paladar

Cada um desses tipos de memória é importante e deficiências em qualquer um deles pode tornar certas tarefas muito mais difíceis ou praticamente, impossíveis. Por exemplo, deficiências na memória visual pode afetar sua habilidade de ler e escrever. Deficiências na memória auditiva podem afetar sua habilidade de compreender palavras ou lembrar informações que precisam ser apresentadas verbalmente.

Um dos maiores fatores que separa a memória sensorial dos outros tipos de memória é que esse tipo de memória é geralmente armazenado no seu cérebro por menos de dois segundos. Essa breve janela de tempo nos dá tempo suficiente para processar, analisar e interpretar a mensagem que chega. Se julgarmos a informação importante o suficiente, nós a movemos para o próximo tipo de armazenamento.

Memória de Curto Prazo ou Memória de Trabalho 

Quando a informação é julgada importante, nós a movemos da memória sensorial para nossa memória de curto prazo. Através da memória de curto prazo, a maioria dos seres humanos pode lidar com aproximadamente 7 informações durante uns 30 segundos. Podemos estender esse período "ensaiando" a informação, repetindo os pensamentos em nossa mente, o que ajuda a movê-la para a memória de longo prazo. A maioria das informações é perdida (esquecida) na memória de curto prazo. Os limites da memória de curto prazo tornam impossível para qualquer um lembrar tudo aquilo que experimentam. Até pessoas com "memória fotográfica" não conseguem se lembrar de tudo, ao contrário da crença popular. Pelo menos é o que se acredita até os dias de hoje.

Memória de Longo Prazo 

Se a informação tiver sorte o suficiente de sobreviver os primeiros dois estágios, ela terá a chance de ser processada e encontrar um lugar em sua memória de longo prazo. Uma metáfora comum é que a memória de longo prazo é a biblioteca do cérebro. 

Como uma biblioteca tradicional, a informação na memória de longo prazo é classificada, arquivada e indexada de diversas formas. Porque somos criaturas especiais ou espaciais (não provenientes da terra logicamente), e na maior parte das vezes, organizamos nossas vidas baseadas em uma espécie de linha do tempo. Nossas memórias de longo prazo são organizadas por data e hora cronologicamente

O sistema de catalogação de longo prazo do nosso cérebro é muito complexo e não sabemos exatamente, do que ele "O cérebro" seria capaz de fazer, se por exemplo; conseguisse acessar rapidamente toda a sua memória de longo prazo. Desta forma, podemos organizar tais memórias por três componentes chave:
  • Memória semântica: a parcela da memória de longo prazo que cuida da parte de formulação das nossas ideias, de dar significados e conceitos a tudo que nos cercam.
  • Memória processual: a parcela realmente mais importante da memória de longo prazo que nos ajuda a lembrar como fazer as coisas. É certo que se tivéssemos um controle sobre este tipo de memória, poderíamos nos curar de praticamente todas as doenças primárias e secundárias conhecidas. 
  • Memória episódica: a parcela da memória de longo prazo que se refere à nossa habilidade de resgatar experiências pessoais do nosso passado. Está diretamente ligada a parte sensorial. É aqui que registramos o que e quem somos de verdade, quem amamos e quem odiamos.



Esse é um resumo muito breve do que compõe nossa memória e como ela se procede. E de forma alguma é exaustivo. Além disso, existem definições especiais dentro da memória que fogem da esfera dessa progressão de três estágios. Por exemplo, existe um aspecto da memória que descreve o aumento de sensibilidade da nossa mente subconsciente a certa informação quando nós somos expostos a ela diversas vezes ao longo de um período de tempo. Um exemplo do mundo real é nossa habilidade crescente de lembrar melhor o nome de um colega de trabalho depois que você o ouviu pela quinta vez, ao invés de quando ouviu pela primeira vez.

Estudos mostram que nossa memória melhora com a prática e fazer jogos de memória é uma ótima maneira de se conseguir justamente isso, e de se proteger do declínio cognitivo.  Experimente e você rapidamente estará na direção mais acertada para melhorar sua memória. Ou seja: procure não apenas fazer exercícios para o corpo, pratique a arte da leitura, trabalhe a sua imaginação, procure sempre, manter seus pensamentos em algo distante, estude sempre e deseje ir, chegar, cada vez mais longe.

Ser ou não ser. Eis a questão de todos os tempos. Fico a pensar, o que aconteceria a uma pessoa sem as supostas travas do pensamento. Do que você seria capaz se pudesse acessar 100% da informação contida em seu cérebro. Mesmo, não acreditando ser proveniente algo como isto, uma pessoa conectada a Internet, utilizando todo o seu potencia cognitivo e não cognitivo, não teria limites. Pois quando se fala nos filmes, Lucy ou Sem Limites, por exemplo: o ser humano utiliza apenas 10% do seu cérebro. Isto é infundado e não procede. Mas talvez, afirmar que só conseguimos acessar ou processar, 10% do que está em nossas memórias e lembranças, talvez seja aceitável. Ou ficaríamos loucos, isto é um fato como o qual já estou preocupado e trabalhando. Pois se não conseguir me desligar, o que acontecerá ao longo de uma década por exemplo?